Imagem dos integrantes do Forgotten Boys

Forgotten Boys mostram que o hiato os fizeram bem em “Click Clack”

Os Forgotten Boys finalmente colocaram um fim num hiato sem um lançamento completo de inéditas, mostrando que o tempo fez muito bem para eles.

Atualizado em: setembro 25, 2024 às 10:47 am

Por Guilherme Costa

Em agosto deste ano os paulistanos do Forgotten Boys anunciaram o aguardado lançamento do sucessor de “Taste It”, lançado em 2011. Do sexto álbum de inéditas até o “Click Clack”, lançado hoje (25) via For Music, o baterista Arthur Franquini, o seu substituto Thiago Sierra (o monstrinho) deixaram a banda, assim como o tecladista Paulo Kishimoto (que deixou a banda no fim do ano passado); enquanto Chuck Hipolitho – cuja saída não foi bem aceita, resolveu o que tinha de ser resolvido e retornou em 2016 – seguiu na bateria, firmando a nova formação com Gustavo Riviera (guitarra e vocal), Dionisio Dazul (guitarra) e Zé Mazzei (baixo).

Com as prévias “Sway”, “Absurd Butterfly” e “The Watcher”, deu para perceber que o clima Southern Rock do seu antecessor não seria tão presente na nova empreitada do Forgotten Boys (embora “Like Never Before”, encaixaria muito bem em “Taste It”). Pelo contrário, os veteranos do underground mostram que estão apenas olhando para frente, até porque faixas como “Absurd Butterfly” pode até remeter ao começo punk do grupo, mas sem ser o tipo de música nostálgica.

Entre autorreferências (como “Voodoo”, que carrega o Blues do clássico “Just Done”), ouvir “Click Clack” é constatar como há várias possibilidades de se aproveitar o retorno após um longo período sem um lançamento de inéditas. Entre as dez faixas do novo álbum, “Baby If You Haunt”, “Hitman”, “Zig Zag Sleep” e “Only A Picture”, revelam o que pode ser chamada como “a sonoridade do velho novo Forgotten Boys”, no qual o Punk Rock se une à novas estéticas.

Uma coisa que nunca podemos duvidar do grupo paulistano, independentemente da sua formação, é a sua capacidade para fazer rock n roll.

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A ideia do Um Outro Lado da Música surgiu após a minha conclusão dos cursos de locução e sonoplastia no Senac. A primeira etapa foi o podcast, disponível no Soundcloud, sendo seguido pela página no Instagram. O site era um movimento natural e, cá estou, escrevendo sobre artistas novos, antigos, pops, undergrounds!

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