Imagem dos integrantes da Amyl and The Sniffers.

Amyl and The Sniffers segue sendo uma força da natureza em “Cartoon Darkness”

Ninguém duvidada da qualidade do novo álbum da Amyl and The Sniffers. Mesmo assim, é impossível não se impressionar com "Cartoon Darkness".

Atualizado em: outubro 25, 2024 às 10:26 am

Por Guilherme Costa

A Amyl and The Sniffers é aquele tipo de força de natureza, em forma de banda de rock (sem foco num estilo específico), cujo impacto da estreia sempre é mantido nos lançamentos posteriores. Então, sim, da mesma forma que você se impressionou quando ouviu o autointitulado disco de estreia em 2019, você também se impressionou com o terceiro álbum do grupo australiano “Cartoon Darkness”, lançado nesta sexta-feira (25), via Rough Trade Records.

Sob a produção de Nick Launay (que trabalhou com grandes nomes dos anos 80, como também com nomes mais recentes: Band of Skulls, Fontaines DC e etc), o terceiro álbum de inéditas de Amy e companhia não deixou o Punk de lado, pelo contrário, adicionou um tempero. Quando a primeira prévia do álbum, “U Should Not Be Doing That”, já dava para sentir que haveria novidades. A faixa cadenciada, com grande destaque para o baixo de Kevin Romer, e a presença de saxofone, é do tipo que revela quando uma banda está disposta a romper com qualquer limite. Outra “balada”, que também foi lançada de forma promocional, “Big Dreams”, também chamou a atenção para o que poderia ser o álbum.

Mas a verdade é que a banda segue soltando a porrada em seus instrumentos, liberando toda a energia presente no Punk/ Garage Rock de sua intensa discografia, abordando temas como “crise climática, guerra, IA, pisar na ponta dos pés nas cascas de ovos da política e pessoas sentindo que estão ajudando ao ter uma voz online quando estamos todos apenas alimentando a fera de dados da Big Tech, nosso deus moderno.”, como bem definiu a vocalista Amy Taylor. E é aí que o quarteto australiano mostra porque é um dos grandes destaques do estilo.

Após a desilusão de “Big Dreams” (me refiro à temática da faixa), você é infectado pelo vocal raivoso de Amy Taylor na Punk “It’s Mine”. A sequência, “Motorbike Song”, carrega a marca da banda – o tipo de música que você consegue definir a banda (como “Back in Black, do AC/DC): energia do Punk, com um ótimo e rasgado solo de Declan Mehrtens. Em meio ao caos, nós somos novamente surpreendidos como o Pós Punk da faixa “Bailing On Me”, bem típico de grupos como o Gang of Four.

Visceral, caótico, pesado e irreverente, é como “Cartoon Darkness” soa, sendo outra grande amostra do que a Amyl and The Sniffers podem alcançar.

Picture of Guilherme
Guilherme
A ideia do Um Outro Lado da Música surgiu após a minha conclusão dos cursos de locução e sonoplastia no Senac. A primeira etapa foi o podcast, disponível no Soundcloud, sendo seguido pela página no Instagram. O site era um movimento natural e, cá estou, escrevendo sobre artistas novos, antigos, pops, undergrounds!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *