Imagem das integrantes do Horsegirl.

Horsegirl dá o seu passo amadurecido em “Phonetics On and On”

O segundo disco de estúdio do trio foi lançado na última sexta-feira (14).

Atualizado em: fevereiro 17, 2025 às 3:43 pm

Por Guilherme Costa

Na última sexta-feira (14) saiu o segundo disco de inéditas da Horsegirl, “Phonetics On an On”, via Matador Records. O álbum, o segundo do trio formado por Gigi Reece, Nora Cheng e Penelope Lowenstein, teve a produção de Cate Le Bon (Deerhunter, Kurt Vile, Wilco, entre outros) e também já rendeu datas para os Estados Unidos e Europa.

Três anos se passaram desde a estreia “Versions of Modern Performance”, quando o trio era apenas formado por amigas adolescentes da escola. Agora elas já são adultas, embora permaneçam jovens e com o espírito jovial, que influenciou muito a temática do novo álbum.

“Este disco é totalmente diferente da vibe adolescente do primeiro disco. É mais sobre a alegria da arte infantil, e aquela inocência que pode ser muito difícil de replicar como adulto, mas você gostaria de poder explorá-la.” Comentou Reece numa entrevista para o portal Stereogum.

E nessa “vibe adolescente” o álbum traz músicas como “2468”, cheia de ‘da da da’ e um violino meio rasgado evocando paisagens bucólicas de lugares como Stars Hollow (quer referência mais adolescente do que essa?). Esse senso de pureza também pode ser apontado em “Julie”, sobretudo quando Cheng canta os versos: “Bem, tem algo no seu prato/ Eu queria que fosse mais do que você poderia aguentar/ Temos tantos erros para cometer/ O que você quer deles?”

Mas o grande passo das Horsegirls foi a busca por um som mais cru, como elas pontuaram nessa mesma entrevista para a Stereogum. Há um sintetizador aqui, um violino ali, mas o formato e o senso DIY é o que mais se faz presente; e quando  “Where’d You Go”, “Rock City” e “Well I Know You’re Shy” ressoa em nossos fones de ouvido, é perceptível a semelhança com o Pavements e Breeders.

Composto durante a mudança de Chicago para Nova Iorque, a atmosfera do álbum por vezes pode ser cinza e solitária como uma grande metrópole (até porque elas passaram por isso). Contudo o álbum mostra como as jovens foram jovialmente adultas o bastante para transformar tudo em “Phonetics On and On”.

 

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Guilherme
A ideia do Um Outro Lado da Música surgiu após a minha conclusão dos cursos de locução e sonoplastia no Senac. A primeira etapa foi o podcast, disponível no Soundcloud, sendo seguido pela página no Instagram. O site era um movimento natural e, cá estou, escrevendo sobre artistas novos, antigos, pops, undergrounds!

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